1.7.16

ainda nesta vida

ela me olhava, eu a via. ainda assim, uma distância de dores nos separava. eram paredes que tentávamos derrubar. em vão. nos iludindo que seguíamos em uma evolução. que nada. dois passo à frente, três passos à dentro. onde o encontro só é possível consigo. mas talvez fosse esse o propósito. na dificuldade daquele encontro, rodeado de amor e desentendidos, nos empurrámos para dentro de nós. único espaço certeiro de desvendar raízes desentendidas. como vê, ainda me iludo de nossa evolução. também posso chamar de espera. essa esperança. porque os mais profundos da vida, exigem-nos habilidades de espera. de deixar o tempo do encontro consigo acontecer no seu tempo. e, então, nos encontraremos sem muros. espero que ainda nesta vida. 

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