ao me movimentar, encontro lugares estranhos dentro de mim. o espelho se quebra e, por hora, esqueço quem sou. aonde não passei, me parece que não quero ficar tempo longo. a alma se aninha em plantas e bichos nessas lonjuras que sinto em terra de outras formas de vida. são eles um caminho seguro para o simples e para o eu mais comum.
nessa comuna, sinto uma tendência de ostra dominar meu corpo. bebo para disfarçar e pra fingir ser outro animal. é claro que não funciona. minha conexão leva tempo e sem ela sou peixe fora d'água, de minha água.
respiro a ideia de sou passageira nessa viagem que passa.
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