25.5.16

A xícara de chá no colo, meu corpo esquecido na poltrona, a leve tensão nos músculos, na respiração. Era assim o ambiente do meu vaso alquímico, onde estava ali ocupada em me fazer. Então, desfiei um sonho mal lembrado, despretensioso. Confiando nos misteriosos caminhos dentro de mim. Nele lidava com pequenas flores, vasilhas para conter água limpa, encontrei com uma doce palhaça rosa e vi um bebê caindo de um beliche. Imagens do meu interno me lembrando do sutil, das esferas do cuidado, a beleza da sensibilidade, os espaços sagrados da introspecção. Um desses belos caminhos da alma para compensar dias tão tarefistas, tão ocupados em dar conta, objetiva, das responsabilidades, das notícias de um Brasil em pedaços, da perda de um grande professor.

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