30.4.17

Deslocalizações de um mundo largíssimo. Tudo muito de comprar, ser, florir. Sentimentos de país e línguas estrangeiras. Mas no fundo o cheiro de pensamento brasileiro. Saudade rápida da experiência "meu lugar". Passando por baixo de um céu completamente azul e levemente frio, sinto a estranheza necessária pelas construções de madeira, pelos jardins tão prefeitamente floridos, pelas pessoas novas e pelo meu próprio interior.
Respiro esse momento embrulhada pela lembrança das cervejas de ontem, pela distância de nós e pela consistência de um futuro que virou agora.
Não faço resistência à melancolia de um domingo estrangeiro. Vivo meu corpo e pronto. Enfeito com palavras meu sentimento, na busca por empacotá-lo de presente para minha saúde. Vou em busca do meu refugio de letras, o abraço que sempre posso me dar, quando me sinto sozinha.

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