Na beira do mar, ela plantou bananeira. Colheu frutos de primeira. Lá ela se despediu daquilo que precisava partir com a maré. Maré cheia, camará. Trouxe ventania, levou a paz. Não tinha nada ver com tristeza ou alegria. Era antes um espírito consciente da complexidade do existir.
Se pudesse escolher seu destino, certamente ficaria com sua própria vida. Com suas cores, suas dores, seus sorrisos de verão, suas lágrimas de crescimento.
Na beira do mar, ela sempre se encontrou com suas dúvidas e certezas. Com o silêncio maior de Deus. Lá onde o sol se punha a tomar sol. Lá onde o céu voava nos passarinhos. Lá onde ninguém era maior do que ninguém.
Se tivesse que presentear alguém com algo valioso, seria com um simples passeio na beira do mar.
você não cansa de ser linda
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