1.6.12

escrevendo para


passinho pequeno para os dentros daquela arte
chega, assim, de mansinho
iluminando, bem-vinda, os espaços fechados


num como a vida poderia, sem explicar, ser
como aquela aguínha limpa de rio ainda pequeno


lavar o rosto pela manhã é sempre nossa eterna vida às margens de rios


o céu anunciando uma nova obra
a cada suspiro
e o olho gasto por "la computadora"


mas a alma livre se recusa a gastar
e remedia, reinventa as partes gastas, as sobras, os resíduos do ser..................escrevendo para escrever. 

Um comentário:

  1. "lavar o rosto pela manhã é sempre nossa eterna vida às margens de rios"
    Nossa, fazia tempo que eu não passava aqui, ainda bem que voltei...

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