naquela estrada entre o mundo e o mundo dela, havia um portal, que não era mais que um lugar chamado Km 95. se passava para ir, passava-se para voltar.
ir para o mundo, sempre trazia preguiça e determinação (dois sentimentos que podem se dar muito bem, diga-se de passagem).
ir para o mundo - aquele - era "pancada", como entrar numa roubada sem saber. como entrar numa briga e acabar gostando de brigar. como se apaixonar pelo cafajeste. como se envolver com a solução de um mistério que nunca existiu.
lógico que no meio de toda a "pancada" entrava luz, cultivava-se beleza em alguns espaços minúsculos. aqueles jardineiros de beleza e bondade no meio do caos, ela só podia admirar, verdadeiros guerreiros sem armas.
não à toa, na volta, chorava, as lágrimas que todos seguram naquele lugar. chorava sem parar...que por vezes, fez o rio transbordar e alagar e levar e trazer movimento para certezas cimentadas.
quando chegava ao km 95, as lágrimas secavam, tamanho era o céu que via de lá, a dança lenta das nuvens e principalmente a calma da existência verde das folhas. e se chorava novamente era de paz, de voltar ao seu mundo e regar aquela calma.
voltar sempre trazia cansaço e alegria (dois sentimentos que podem se dar muito bem, diga-se de passagem).
passei por aqui... pequena
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