com sorte, passou na rua de hoje um homem de certezas. quem pudesse ouvir seu coração, acertaria a cor do céu e poderia fazer um pedido para a estrela imaginária. aqueles que fugissem de seu olhar, fugiriam de si mesmos e chorariam uma chuva fina.
o homem passou com sorte, mas a sorte ficou comigo, por um desses acasos da vida. de repente, olhei a minha volta e todos meus pedidos antigos estavam se realizando. mas a sorte não era a realização deles, mas eu poder perceber isso.
aquele homem era assim: presença e risada, simplicidade e certeza: de que as dúvidas sempre farão parte, de que o máximo não mora lá, mora aqui; neste segundo. nesse pedaço de pão inesperado, bonito, presente. verdade.
se pudesse, abraçaria aquele homem e diria: venha morar nesse jardim, plante o que quiser, vá, voe nestas nuvens, prove das cores de Deus, desfrute essa música com seus pés balançando na rede, fique a vontade para chorar as lágrimas do dia, para suar as poesias que declamou com os olhos. venha, sente-se nesta grama de evoluções e durma todos os seus descansos e acorde quando quiser, quando puder, quando sentir.
esse homem que sou eu e é você, e que é, inevitavelmente, todos que os passaram hoje por nós e que nos olharam e respiraram e trabalharam e comeram e se foram com a certeza de existir.
Mááá!
ResponderExcluirQue bom que gostou do meu blog, adoro receber comentários!
Também não sabia que vc tinha um blog, ou melhor, dois! Escreve nos dois ainda? Tô tentando adicionar o seu no meu blog, mas tô com uns problemas técnicos...rsrs
Cada vez mais descubro que tenho amigos e amigas muito líricos, que nem você! sempre muito bom ler essas coisas :)
Beijocas