20.1.11

com sorte, passou na rua de hoje um homem de certezas. quem pudesse ouvir seu coração, acertaria a cor do céu e poderia fazer um pedido para a estrela imaginária. aqueles que fugissem de seu olhar, fugiriam de si mesmos e chorariam uma chuva fina.
o homem passou com sorte, mas a sorte ficou comigo, por um desses acasos da vida. de repente, olhei a minha volta e todos meus pedidos antigos estavam se realizando. mas a sorte não era a realização deles, mas eu poder perceber isso.
aquele homem era assim: presença e risada, simplicidade e certeza: de que as dúvidas sempre farão parte, de que o máximo não mora lá, mora aqui; neste segundo. nesse pedaço de pão inesperado, bonito, presente. verdade.
se pudesse, abraçaria aquele homem e diria: venha morar nesse jardim, plante o que quiser, vá, voe nestas nuvens, prove das cores de Deus, desfrute essa música com seus pés balançando na rede, fique a vontade para chorar as lágrimas do dia, para suar as poesias que declamou com os olhos. venha, sente-se nesta grama de evoluções e durma todos os seus descansos e acorde quando quiser, quando puder, quando sentir.
esse homem que sou eu e é você, e que é, inevitavelmente, todos que os passaram hoje por nós e que nos olharam e respiraram e trabalharam e comeram e se foram com a certeza de existir.

Um comentário:

  1. Mááá!

    Que bom que gostou do meu blog, adoro receber comentários!

    Também não sabia que vc tinha um blog, ou melhor, dois! Escreve nos dois ainda? Tô tentando adicionar o seu no meu blog, mas tô com uns problemas técnicos...rsrs

    Cada vez mais descubro que tenho amigos e amigas muito líricos, que nem você! sempre muito bom ler essas coisas :)

    Beijocas

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