25.6.09


bem vinda ao mundo e suas estranhas formas de lidar com o céu. as gargantas que se agitam quando quem pede mais é o ego por debaixo dos panos. o doído dos dias é aquilo que endoice dos dentes que rasgam as finezas na noite mal dormida. os amigos dos quais duvidamos e aqueles que duvidam de nós. caem as sedas de todos, inclusive de mim. há verdades demais nas relações profissionais e ninguém tem razão, pois a razão não tem lugar em meio as vaidades de corações narcisos. a noite vem gelada e enevoada, como também nasceu o dia, como também se olharam as pessoas. esse clima não combina com Pira, nem com a gente.

2 comentários:

  1. Anônimo27.6.09

    persiga insistentemente a paz e a simplicidade e não se envergonhe por isso, se é isso que é você.
    os avessos dos inversos,
    ora ou outra desvelados
    são só o mundo de fora,
    eu quero enxergá-los com mais distância
    e por mais difícil que seja, me separar do que não sou. embora o mundo tente me enganar, e me fazer pensar que café bom, só com medida.oras, o meu é o melhor que já tomei... e eu nunca segui receita!

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  2. Luciana24.9.09

    parece ser tudo uma questão de forma:
    a minha forma de existir
    e a fôrma, a qual me está oferecida.
    penso...parece ser questão também de aparência:
    só aparentemente existe a tal fôrma.
    Então.....enxergo a concretude das aparências,
    que, como diria a Marina, pesam "de tanta verdade" (lindo!).
    Há de ser enfim uma questão de imagem:
    das nossas sobre o mundo.
    Imaginações tão concretas e tão voláteis.
    Vivemos a realidade enquanto dançamos esta dança,
    misturando no caldo da nossa percepção das coisas,
    as próprias coisas mais as nossas paixões.
    A cada momento o caldo se reconfigura
    e as imagens sobre o mundo
    se transformam
    Multicoloridas
    Policonfundidas
    E eu me lembro que não sou estanque,
    mesmo quando eu quiser ser,
    que posso dançar em torno do mundo,
    mesmo que ele queira dançar comigo,
    E que as imagens,
    concretas e voláteis,
    tão pedra quanto vento,
    são o que eu tenho,
    mesmo que eu não quisesse depender delas.
    E acho que eu quero

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