
bem vinda ao mundo e suas estranhas formas de lidar com o céu. as gargantas que se agitam quando quem pede mais é o ego por debaixo dos panos. o doído dos dias é aquilo que endoice dos dentes que rasgam as finezas na noite mal dormida. os amigos dos quais duvidamos e aqueles que duvidam de nós. caem as sedas de todos, inclusive de mim. há verdades demais nas relações profissionais e ninguém tem razão, pois a razão não tem lugar em meio as vaidades de corações narcisos. a noite vem gelada e enevoada, como também nasceu o dia, como também se olharam as pessoas. esse clima não combina com Pira, nem com a gente.
persiga insistentemente a paz e a simplicidade e não se envergonhe por isso, se é isso que é você.
ResponderExcluiros avessos dos inversos,
ora ou outra desvelados
são só o mundo de fora,
eu quero enxergá-los com mais distância
e por mais difícil que seja, me separar do que não sou. embora o mundo tente me enganar, e me fazer pensar que café bom, só com medida.oras, o meu é o melhor que já tomei... e eu nunca segui receita!
parece ser tudo uma questão de forma:
ResponderExcluira minha forma de existir
e a fôrma, a qual me está oferecida.
penso...parece ser questão também de aparência:
só aparentemente existe a tal fôrma.
Então.....enxergo a concretude das aparências,
que, como diria a Marina, pesam "de tanta verdade" (lindo!).
Há de ser enfim uma questão de imagem:
das nossas sobre o mundo.
Imaginações tão concretas e tão voláteis.
Vivemos a realidade enquanto dançamos esta dança,
misturando no caldo da nossa percepção das coisas,
as próprias coisas mais as nossas paixões.
A cada momento o caldo se reconfigura
e as imagens sobre o mundo
se transformam
Multicoloridas
Policonfundidas
E eu me lembro que não sou estanque,
mesmo quando eu quiser ser,
que posso dançar em torno do mundo,
mesmo que ele queira dançar comigo,
E que as imagens,
concretas e voláteis,
tão pedra quanto vento,
são o que eu tenho,
mesmo que eu não quisesse depender delas.
E acho que eu quero