28.5.17
De onde eu estava há doze ou treze anos atrás, algo sempre o mesmo eu de novo no espelho. Mais no sentimento, que na palavra. Mas foi a palavra que fotografou meu estado. Imersa no drama família que hoje não mais. Uma menina tentando virar mulher, querendo ser aquela arte alheia, beleza de aparente maturidade. Exposição de arte que não se entende, mas se quer. Para expressão de um mundo interno que talvez. Sendo uma influência sombria, puxando evolução por caminho torto, estranha dor. Obrigando a reler o momento, fria de lago no norte com a lágrima seca para cair, saio e entro de novo em mim. No cheiro forte que nem sei. Paro ali um tempo, entendo mais a missão pesada anunciada por astros. Purificar é montanha gelada para subir. Que subo e receio. O que invejo é a profundidade de se amar a si e criar uma arte que mais que sedução quer é transbordar e vira rio. Força de água que de repente nascente. Não sei escrever surpresa. Mas arrisco rabiscar minha imagem de mim.
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