26.9.13

verde remanescente

as estrelas gordas desse céu diziam, que a mantiqueira me queria como eu ainda quero ela. para sempre um verde remanescente, chorando fino, formando rios. ando caminhos de terra, comendo cheiro de mato e poeira. escrevendo meu destino serra acima, serra abaixo. me arrisco a ser uma flor comestível, só para subverter o paladar e aprender a comer beleza. já não preciso de certeza para ser eu mesma, meu verde remanescente.

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