que a página de um livro. parecem mais próximos que os antigos.
são mais vivos, mas não mais próximos. não se iluda. porque escrever sempre é muito longe. quem lê entende. sentindo. mas não acessa.
desde tempos se escreve muito. para chorar em pensamentos, salvar uma emoção, para cuidar, para enlouquecer e tudo bem. a diferença é que os caderninhos de bolso não voavam para casas desconhecidas, a não ser que o autor quisesse e se esforçasse um tanto para publicar.
hoje, não. fácinho entro na minha telinha e escrevo e alguém me lê. amigos ou não. e eu leio um monte de interiores desconhecidos.
alguns me tocam.
mas são tantos, são tão muitos, que eu me perco. e volto a ler meus livros. dos antigos, mais próximos (porque eu os pego, cheiro,....porque estão na prateleira que foi do meu avô, porque tem capa e dedicatória).
e ser mais próximo é um passo para um sentir mais profundo.
agora, sobre acessar. só mesmo através do amor e ele é muito além da poesia.
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