a todos os artistas insistentes, insanos
que vivem não se sabe como
que nos salvam da padronização sem fim
dou graças a todos que desafiam
a ordem "natural" das coisas
que propõe novas lógicas
que não se dão por satisfeitos
dou graças aos que cantam e dançam
e berram
afinam e desafinam
e sorriem no final
no meio e no ínicio
(em homenagem ao músico Zé Geraldo)
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