1.1.10
ela caminhou e sentou na beira do rio. a temperatura da água e a chuva danada que caia sobre a superfície da água, compunham um cenário digno de agradecimentos. e foi o que ela fez silenciosamente. comunicou-se com algo a que denomina Deus. sentir a chuva no corpo, ver o rio ir reto cascata no mar, saudar a beleza e mistérios da mata, lembrar dos olhos do pai feliz da natureza, mãe no descanso carinhoso, a irmã que rima alegrias cotidianas e o amor brilhando no coração. era um bom momento da vida.
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boas imagens. simplicidade quase bucólica mas apaixonada um sentimento de ligação com a terra natal, a natureza e a família. orgulho pelas origens, uma não-nostalgia nostálgica, um certo mineirismo das canções de Milton, a poeira das estradas de chão batido e as florezinhas silvestres que encontramos pelo caminho. coisas que encontrei muito presentes em alguns dos vários textos seus que li; me faz lembrar o Alberto Caeiro de Fernando Pessoa, talvez Cora Coralina, coisa rara de se ver por aí nos dias de hoje. ler sua poesia, para mim, foi como respirar um pouco de ar puro do campo depois de meses respirando o monóxido de carbono e o esgoto das grandes cidades, é diferente, e eu gosto disso: gosto do que não se parece. e posso dizer que seus textos são os mais diferentes que li em blogs nos últimos tempos. de fato sua poesia tem futuro.
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