2.11.09
banhei o corpo no salgado do mar e, no rio do fim, lavei o bom dia que queria saudar a vida. tenho essa sorte de poder alguns dias do ano dormir no colinho de iemanjá, sentir o azul do céu dentro de mim e rir as rugas de minhas felicidades de sol. o mar, onde encontro o tempo para chorar minhas tristezas e agradecer a vida, onde me espumo como se fosse um champagne de ano novo. esse silêncio do qual preciso para escutar minha alma nesse intervalo de vontades que pintou no momento. fico a olhar o futuro próximo sem saber onde armar minha energia. tento a fé, mas parece que ela está rasa em mim, embora eu nunca deixe de me comunicar com Deus. queria mesmo é ter mais clareza do nosso futuro juntas. mas sei que a única coisa que me faria mais satifeita seria aceitar o improvável das horas, os lançamentos incertos e as supresas boas. que eu me mantenha sóbria o suficiente para não encaixotar minha vida. peço por nós, a abertura de meu coração no compreender nosso tempo, evoluir conjunto e não me fechar pra você.
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belo.
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